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Radares falham em Lisboa

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02082011

Mensagem 

Radares falham em Lisboa




Radares falham em Lisboa


Os
radares da Câmara de Lisboa foram instalados há quatro anos, custaram
três milhões de euros mas não têm eficácia. Só na 2.ª Circular os
acidentes graves aumentaram 101%.


Foi anunciado há quatro anos como um sistema «inédito» para controlar a velocidade, travar os acidentes e «salvar vidas» – assim justificou Marina Ferreira, então vereadora da Mobilidade da Câmara de Lisboa, o investimento de quase três milhões de euros em 21 radares fixos instalados a 16 de Julho de 2007 em várias artérias e túneis da capital.

As estatísticas da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária mostram, porém, que o efeito preventivo destes equipamentos praticamente se extinguiu ao fim do primeiro ano de funcionamento, não só nas principais vias mas em todo o concelho de Lisboa. Só na Segunda Circular, onde estão colocados três equipamentos, a sinistralidade aumentou 101% em dois anos: em 2008, houve ali 87 acidentes com vítimas, em 2009 mais 43 e no ano passado registou-se um total de 185 desastres.

Outro caso problemático é o da avenida Gago Coutinho, onde o único radar não surtiu o efeito pretendido: os acidentes passaram de 14, em 2008, para 27, no ano passado – um agravamento de 93%. Na Avenida da Índia, o cenário está longe de melhorar: dos 20 acidentes que causaram dois feridos graves e 24 leves em 2008, passou-se em 2010 para 27 sinistros que causaram ferimentos em 40 pessoas.

Alargando a pesquisa de dados a todo o concelho de Lisboa, reforça-se a ideia de que apenas durante o primeiro ano de vigência os radares contribuíram para baixar os índices de sinistralidade. Entre 2007 e 2008, o número de vítimas mortais passou de 19 para oito, mas a partir de 2009 o saldo agravou-se para 17 e 16 no ano seguinte. E se em 2007 tinham morrido atropeladas seis pessoas, esse número manteve-se inalterado em 2010. Em média, a Polícia investigou mais 100 acidentes graves por ano: de 2.358, em 2007, passaram para 2.457 no ano passado.

As únicas excepções foram a Radial de Benfica, avenida das Descobertas e Marechal Gomes da Costa, e os túneis do Campo Grande e João XXI – onde a situação se manteve estacionária.

«O efeito de novidade perdeu-se, mas estes números também se devem a um planeamento incorrecto», disse ao SOL Nunes da Silva. O actual vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa admite que, em determinados locais, «não foram colocados radares suficientes».



Obras por fazer
É o caso da Segunda Circular, onde há mudanças de fundo a fazer. «Depois de passarem o primeiro radar, os condutores tendem a acelerar entre Benfica e o aeroporto, precisamente num troço onde o pavimento está em piores condições. E, sem obras de repavimentação e drenagem, dificilmente os acidentes baixarão» – sublinha o vereador, acrescentando que a geometria do cruzamento da Gago Coutinho com a avenida dos Estados Unidos da América precisa de ser «alterada».

Manuel João Ramos, da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, critica duramente o ex-vereador Marcos Perestrello por não ter feito essas obras logo em 2007, ignorando orientações claras nesse sentido dos serviços municipais. Para «disfarçar», acrescenta Ramos, preferiu criar uma comissão de acompanhamento, cujas sugestões também «nunca foram aplicadas».

Em relação a outros locais, Nunes da Silva diz que é preciso equacionar outras medidas de acalmia de tráfego: «Na Infante D. Henrique, por exemplo, é preferível substituir o radar por detectores de velocidade, que custam 1.500 euros, e colocar semáforos nas passadeiras».

Estas alterações só deverão avançar no próximo ano, prevê Nunes da Silva, lembrando que quando tomou posse, em Janeiro do ano passado, quase todos os equipamentos estavam avariados: «O servidor que centralizava a informação dos radares era muito antigo, não tinha capacidade de armazenamento e a informação bloqueou. Nestes quase dois anos, houve de certeza dezenas de milhares de processos que prescreveram e as multas deixaram de chegar a casa dos infractores». Uma situação, admite o responsável, que pode ter contribuído para um «sentimento de impunidade».

A situação, garante, foi resolvida em Setembro do ano passado. A autarquia gastou 167.344, 66 euros em reparações e adquiriu um novo software para processamento de contra-ordenações que custou 135.786, 20 euros. Os contratos foram adjudicados por ajuste directo à empresa Eyssa Tesis.

Mesmo assim, o actual vereador garante desconhecer quantas infracções foram registadas até hoje, quantas multas foram de facto cobradas e quantas prescreveram. «Eu não controlo a Polícia Municipal, mas sim o presidente da Câmara. É uma situação algo insólita», assume Nunes da Silva.

O edil António Costa e a Polícia Municipal, por seu lado, recusaram ceder a informação ao SOL.



‘Instrumento de propaganda’
Para Manuel João Ramos, o investimento no sistema de radares representa um caso de «gestão danosa de dinheiro público», sem que «ninguém seja responsabilizado».

Nuno Salpico, presidente do Observatório de Segurança das Estradas e Cidades, corrobora: «Os radares foram um instrumento demagógico e de propaganda que em nada diminuiu os factores de risco que atingem a rede viária em Lisboa». Aliás, acrescenta o juiz, «o raio de influência não foi superior a 150 metros a jusante de cada radar».

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=25368


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Radares falham em Lisboa :: Comentários

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Mensagem em Ter 2 Ago 2011 - 8:55 por GC514

No cuestiona para nada,que en su pais Portugal,dicho radares se encuentren instalados con una finalidad...la seguridad vial.

Pero en mi país España,la amplia mayoria de lo radares fijos instalados en Autopistas y Autovias,tienen como único objetivo una finalidad recaudatoria.
Y para nada prima la seguridad vial,tal y como debía ser en realidad.

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