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Face Oculta

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05022010

Mensagem 

Face Oculta




Face oculta

O ‘plano’ de Sócrates à beira das eleições

O SOL revela os despachos dos investigadores do ‘Face Oculta’, em que estes defenderam um inquérito ao mais alto nível: estava em curso um ‘plano’, com o primeiro-ministro à cabeça, para controlar a TVI e outros media

A explicação surge de forma simples e sem margem para dúvidas: surgiram «indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o senhor primeiro-ministro» , visando «a interferência no sector da comunicação social e afastamento de jornalistas incómodos». Isto a três meses das eleições legislativas e com «prejuízo» para a PT.

Os órgãos e as pessoas visadas nesse «plano» eram, em primeiro lugar, a TVI, José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes. Mas mais: «resultam ainda fortes indícios de que as pessoas envolvidas no plano tentaram condicionar a actuação do senhor Presidente da República».

Estas são as palavras usadas pelo procurador da República e pelo juiz de instrução do processo ‘Face Oculta’ para fundamentar os despachos que deram, em final de Junho do ano passado, mandando extrair certidões para que fosse instaurado um inquérito autónomo ao referido «plano», que consideravam consubstanciar um crime de «atentado contra o Estado de Direito».

São estes despachos – até agora desconhecidos, do procurador João Marques Vidal e do juiz de instrução António Gomes – que o SOL revela e publica nesta edição. A sua leitura integral, bem como das principais escutas telefónicas que os suportam, permite perceber as razões por que dois magistrados consideraram que devia ser instaurado um inquérito que visaria directamente o primeiro-ministro e vários gestores da área do PS, alguns já arguidos no ‘Face Oculta’.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=161798&dossier=Caso%20Face%20Oculta

Escutas proibidas indiciam plano de Sócrates para controlar TVI

O SOL revela um extracto do despacho do juiz do caso ‘Face Oculta’ sobre as escutas proibidas ente Paulo Penedos e Armando Vara. O texto garante que há indícios de um plano para controlar a TVI, envolvendo Sócrates

O extracto do despacho do juiz do processo ‘Face Oculta’ refere que «das conversações entre Paulo Penedos eArmando Vara resultaram indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o primeiro-ministro, visando o controlo da estação de televisão TVI e o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes e do seu marido, José Eduardo Moniz, para controlar o teor das notícias».

De acordo com o mesmo despacho, «resultam ainda fortes indícios de que as pessoas envolvidas no plano tentaram condicionar a actuação do Presidente da Republica, procurando evitar que o mesmo fizesse uma apreciação crítica do negócio».

Ainda na primeira página o SOL publica um editorial sobre a divulgação do despacho:

A publicação dos textos incluídos nesta edição sobre o caso Face Oculta suscitará acusações de violação do segredo de Justiça. Tal não tem fundamento. A questão sobre a qual versam estas notícias – a existência de um plano para controlar a comunicação social – já não se encontra em segredo de Justiça, visto que foi objecto de uma decisão de arquivamento por parte do presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Decisão essa que não tem recurso e determina a destruição das escutas. Para todos os efeitos, é matéria transitada em julgado.

Na sua intervenção na abertura do ano judicial, o Presidente da República apelou aos meios de comunicação social para não violarem o segredo de Justiça, pois «a investigação não deve ser perturbada por fugas de informação ou interferências externas», devendo antes «prosseguir o seu caminho até ao fim, com eficácia e tranquilidade».

Ora, a investigação judicial sobre este assunto seguiu o seu caminho ‘até ao fim’, tendo o procurador-geral da República e o presidente do Supremo decidido sobre ele como entenderam. Cabe agora aos leitores avaliar se a Justiça actuou bem ao desvalorizar estes dados – ou se, pelo contrário, com essa decisão procurou proteger o poder político. Este é o primeiro trabalho de uma investigação levada a cabo pela equipa do SOL. Nas próximas edições continuaremos a publicar o resultado desta investigação jornalística.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=161796&dossier=Caso%20Face%20Oculta

Gabinete do primeiro-ministro recusa reacção para já

O gabinete de José Sócrates, contactado pelas SIC Notícias, afirma que não vai ser feita qualquer reacção, para já. E lembra que o caso já foi arquivado

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=161797&dossier=Caso%20Face%20Oculta


Última edição por BTBRAVO em Sex 7 Maio 2010 - 2:30, editado 4 vez(es)


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Face Oculta :: Comentários

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Mensagem em Sex 5 Mar 2010 - 12:30 por escorpião da estrada

"Poder judicial está empenhado em derrubar" Sócrates




O Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, acusou hoje o poder judicial de estar "empenhado em derrubar o primeiro-ministro".

"O poder judicial está, neste momento, empenhado em derrubar o primeiro-ministro. Alguém tem dúvidas disso?", afirmou Marinho e Pinto, no Porto, à margem de uma conferência realizada na Faculdade de Direito no âmbito da semana do emprego que hoje termina naquela instituição.

Adiantou que "este primeiro-ministro, bem ou mal, tocou em alguns privilégios da corporação", sendo "manifesto" que a mesma "está empenhada em derrubá-lo".

"O caso Freeport é óbvio. Há seis anos que está este processo e vai ser arquivado agora? E durante este tempo todo vejam o que fizeram ao primeiro-ministro", frisou.

Marinho e Pinto salientou ainda que "há decisões judiciais que são produzidas para o debate político" e sustentou que "tudo está aqui numa promiscuidade aviltante para as instituições democráticas e para a própria cidadania".

Em resposta ao presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, que hoje o instou a concretizar as acusações de que há contaminação política no MP, o bastonário sublinhou que "não" comenta "declarações de sindicalistas".

"Os sindicatos querem, e bem, mais dinheiro e menos trabalho para os seus associados, o objectivo que me move e move a Ordem dos Advogados é melhor justiça, mais rápida e mais justa para os cidadãos, sociedade e empresas", salientou.

Continuando com as suas habituais críticas a magistrados, Marinho e Pinto reiterou que "há uma agenda política por trás de sectores das magistraturas do Ministério Público e dos juízes".

"O discurso público, hoje, dos juízes e dos procuradores e dos polícias é o mesmo o que é muito estranho quando o juiz devia estar equidistante", afirmou.

Questionado pelos jornalistas sobre a gravidade das suas acusações o bastonário respondeu "paciência".

"A verdade por vezes incomoda muito", frisou.

Ainda assim, Marinho e Pinto ressalvou, que as mesmas [criticas] são "injustas" para o Procurador-Geral da República que "é talvez das poucas pessoas que não anda a fazer política".

"Por isso mesmo é que o querem esfolar vivo na praça pública", acrescentou.

O Bastonário sustentou ainda que "há muitos magistrados que de facto cumprem os seus deveres. O Procurador-Geral da República é um deles, mas uma grande parte deles tem uma agenda política", salientou.

Ainda sobre os magistrados lembrou que "a carne de que eles são feitos não é diferente da da generalidade dos outros cidadãos. Todos nós temos paixões políticas e clubísticas e ideológicas, filosóficas e religiosas. Eles também as têm".

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Mensagem em Sex 5 Mar 2010 - 13:40 por lucifer

"não critico os boys do PS. Para ganhar um milhão de euros por ano estou disponível para colaborar seja em que campanha for."

Francisco Dias

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Mensagem em Sex 5 Mar 2010 - 14:34 por lucifer

"A suspeita mais grave, que é muito difícil o procurador explicar, é a seguinte: ele sabe há muito tempo que os suspeitos foram avisados de que estavam sob escuta – e que, a partir de 24 de Junho de 2009, as conversas não merecem credibilidade.

Pois bem: Pinto Monteiro, no despacho que fez sobre o caso, enfatiza especialmente uma escuta de 25 de Junho que ‘iliba’ o primeiro-ministro no caso da TVI – escuta essa em que se diz, pela boca de um boy (o impagável, embora bem pago, Rui Pedro Soares), que Sócrates não foi avisado do negócio e está contra ele.

Para proteger o primeiro-ministro, o PGR valorizou, pois, uma conversa que sabe não merecer crédito (e que, com toda a probabilidade, foi forjada).

É a história do gato escondido com o rabo de fora.

Como irá Pinto Monteiro explicar isto – que parece constituir a prova definitiva de que agiu conscientemente para encobrir o chefe do Governo?"

JAL "SOL"

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Mensagem em Sab 6 Mar 2010 - 6:59 por BTBRAVO

Entrevista com Manuel Godinho

"Nunca paguei a ninguém para obter favorecimentos"


Na primeira entrevista desde que foi detido, o sucateiro de Ovar nega todas as acusações que lhe são imputadas e fala da sua relação com Armando Vara. Godinho diz que não é cabecilha de nenhuma organização criminosa e desconhece quem é a face oculta deste processo

O sector empresarial do Estado foi importante para os seus negócios?

Penso que será de fazer uma clarificação sobre o que é o sector empresarial do Estado, porque julgo que, naquilo que é o meu entendimento, praticamente nunca tive grandes negócios com esse sector. Agora que é verdade que tive relações comerciais importantes com várias sociedades anónimas e em cujo capital o Estado detinha uma participação variável, devo reconhecê-lo. Até porque tal relação resulta, cristalinamente, da análise das contas das diversas sociedades em que detenho participações sociais. Essas contas, para além de revistas por revisores oficiais de contas, são analisadas frequentemente e podem ser consultadas em qualquer conservatória do registo comercial ou até pela Internet, se tiverem o código de acesso.

Como começou essa relação com as empresas públicas?

Tanto quanto me lembro, a minha relação comercial com as empresas que eram públicas só começou, em relação a maior parte delas, quando as mesmas eram já sociedades anónimas e privadas (ver texto na página 3). É bem certo que, em relação às empresas ferroviárias, naquelas em que tenho participações, sempre tiveram contactos comerciais com as mesmas, facto que atribuo à circunstância de, na ocasião, a SEF (Sociedade de Empreitadas Ferroviárias), ser a única empresa devidamente habilitada para responder às necessidades que o sector ferroviário exigia. Com efeito, para além da SEF, apenas existia uma outra empresa constituída por ex-quadros da Refer e da CP, com a qual estas empresas teriam um certo melindre em contactar.

Vieram a público alegadas conversas entre si e outros arguidos que sustentam as suspeitas de corrupção que lhe foram imputadas. Pagou alguma vez, em dinheiro ou através de outros bens, a funcionários de empresas do Estado ou participadas para obter favorecimento nos seus negócios?

Negativo. É falso o que se insinua na pergunta. Nunca paguei a ninguém para obter favorecimentos.

Em vários momentos, ainda segundo as escutas publicadas, pede à sua secretária que coloque determinadas quantias em envelopes. Isto levou os investigadores a concluir que esse dinheiro seria para entregar a alguém que o favoreceria em concursos públicos nas suas empresas. Que explicação dá?

Não posso precisar a exactidão da parte inicial da pergunta. Eu próprio, que sou arguido detido no dito processo "Face Oculta", ainda não tive acesso a qualquer escuta a que a pergunta possa ter ido buscar o seu conteúdo. Recordo que as minhas empresas, O2 e SCI, movimentavam mensalmente vários milhões de euros.

Qual era a sua relação com os representantes das empresas públicas? A polícia apreendeu viaturas topo de gama que lhes teria oferecido...

A pergunta envolve matéria relativa a outros arguidos no processo, o que me impede de dar qualquer resposta.

Este processo teve também um alcance político, pelo envolvimento de Armando Vara. Quando e em que circunstâncias o conheceu?

Para além do óbice que referi na resposta à pergunta anterior, posso de qualquer forma dizer que tenho muita estima e consideração pelo sr. dr. Armando Vara, que sempre considerei uma pessoa honrada, digna da maior consideração e que sempre me tratou da forma correcta, que suponho ser seu paradigma. Não me recordo ao certo de quando e em que circunstâncias conheci o sr. dr. Armando Vara, mas seguramente foi há já algum tempo.

Armando Vara é conhecido por ter muitos contactos e "abrir portas" para muitos negócios. No seu caso, como o apoiou e que pessoas, ligadas às empresas públicas, lhe apresentou?

O sr. dr. Armando Vara sempre me tratou bem e as minhas relações com ele foram sempre corteses.

Foi através de Armando Vara que se encontrou com Lopes Barreira?

Não.

Os investigadores e o procurador ficaram com a convicção de que, no dia em que se foi encontrar com Lopes Barreira, foi ao gabinete de Armando Vara entregar-lhe um envelope de dez mil euros. Foi isso que aconteceu?

Espanto-me como é que terceiros podem saber da convicção dos investigadores e do próprio procurador, mas essa é uma questão que não é minha. Quanto à "fábula" constante da pergunta, só posso dizer que é falsa. Nunca entreguei qualquer importância ao sr. dr. Armando Vara.

Mas tinha consigo dinheiro para entregar a alguém? E o que aconteceu no encontro de Setúbal [segundo a investigação, no dia em que esteve com Vara e Lopes Barreira encontrou-se com um funcionário dos estaleiros e leva um envelope]?

Naturalmente que tinha dinheiro comigo, andava sempre, mas não sei a que encontro de Setúbal se referem.

Qual é a sua intenção quando oferece robalos a Armando Vara e um fato de futebol para o filho?

Há um número significativo de pessoas às quais, no decorrer da minha vida, ofereci não só robalos como também pescada, chicharros e até sardinhas, tal como ofereço bonecas às minhas netas.

Como conheceu Paulo Penedos? Contratou-o pelas suas qualidades como advogado ou pelo facto de ele ser filho do presidente da REN, José Penedos?

Já o conheci há bastante tempo, mas não me lembro em que circunstâncias. No entanto, com toda a certeza, a sua contratação deve--se às suas competências profissionais e não a qualquer outro factor, sendo certo que se trata de uma pessoa com quem simpatizo.

Há suspeitas de que terá financiado o CDS. Deu dinheiro para mais partidos políticos? Quais? E quanto?

Não me recordo de ter dado dinheiro para esse partido ou qualquer outro.

Assume ter cometido algum dos crimes pelos quais está indiciado?

Não.

Alguma vez se apercebeu de que estava a ser vigiado? Quando?

Tive uma vez suspeitas, poucos dias antes de ser detido [a PJ deteve o empresário a 28 de Outubro do ano passado].

Como soube que estava sob escuta?

Só tive essa certeza quando fui detido para interrogatório.

Alguma vez teve consciência de que podia ser detido pela forma como geria os seus negócios?

Não, porque não encontro justificação para o facto.

Arrepende-se de alguma coisa que fez no âmbito deste processo?

Na sequência do que já respondi, é óbvio que não.

Considera-se o cabecilha de uma rede criminosa com ligações às polícias, magistratura, empresas públicas e aparelho do Estado?

Não. Trata-se de puro invencionismo.

Como soube que o Tribunal da Relação do Porto tinha revogado uma decisão da primeira instância antes de o acórdão ter sido anunciado [a REFER acusava-o de roubo dos carris na Linha do Tua e de sobrefacturação]?

Tinham-me garantido que não poderia deixar de ganhar o recurso, tal era a monstruosidade da decisão do Tribunal de Macedo Cavaleiros, daí que começasse a tomar como certo aquilo que depois veio a ser decidido.

Para si, quem é a "face oculta" deste caso?

Não faço a mínima ideia. Muitas vezes penso em perseguições pessoais, outras vezes em razões económicas, mas, honestamente, não lhe consigo responder. É uma pergunta que deverá formular ao sr. procurador da República de Aveiro e aos inspectores da PJ.

NOTA: Esta entrevista foi pedida no dia 24 de Fevereiro, através de familiares de Manuel Godinho, que é o único detido no âmbito do processo "Face Oculta". As questões foram enviadas por mail a 26 de Fevereiro e as respostas chegaram na quinta-feira, 4 de Março, às 20.15. Razão pela qual o DN não pôde confrontar Manuel Godinho com as escutas publicadas ontem pelo semanário Sol. Não foram colocadas quaisquer limitações à entrevista. "A nossa intenção é apenas contribuir para a descoberta da verdade", justificou o familiar de Manuel Godinho.
http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1512233

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Mensagem em Sab 6 Mar 2010 - 7:10 por BTBRAVO

06 Março 2010 - 11h51
De acordo com o semanário 'Expresso'

Freeport: Ministério Público investiga novas pistas contra Sócrates

O primeiro-ministro, José Sócrates não é arguido no processo 'Freeport', no entanto o Ministério Público está a investigar novas pistas contra Sócrates, avança a edição deste sábado do semanário 'Expresso'.

Os procuradores encarregues do caso irão durante este mês a Londres para novas inquirições e para decidirem o que fazer com o nome do primeiro-ministro: deixá-lo de lado de uma só vez ou propor ao Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, uma investigação directa a José Sócrates que abrangeria entre outras medidas as suas contas bancárias.

Recorde-se que o caso Freeport teve início em Fevereiro de 2005 mas apenas em 2009 é que foram constituídos sete arguidos, sendo os principais Manuel Pedro e Charles Smith, antigos sócios da Smith&Pedro, a consultora contratada pelo Freeport para garantir a aprovação do outlet em Alcochete.

POLÍCIA JUDICIÁRIA E INSPECTORES EM CONFLITO

De acordo com o 'Expresso' os procuradores encarregues do caso 'Freeport' e a coordenadora da Polícia Judiciária de Setúbal que acompanha o caso desde o primeiro minuto estão em conflito. Na base desta incompatibilização estarão as posturas distintas sobre a investigação e diligiências a efectuar relacionadas com o primeiro-ministro, José Sócrates.
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=10BAEBF7-B493-4FEC-B103-5759BB488AF7

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Mensagem em Sab 20 Mar 2010 - 17:14 por BTBRAVO

José Sócrates: "Comissão de inquérito só serve para me atacar"

A comissão de inquérito ao caso PT/TVI é "um acto de profunda hipocrisia política, que apenas pretende instrumentalizar a Assembleia da República no ataque pessoal e político contra mim", afirma José Sócrates, em entrevista ao JN, cuja segunda parte será publicada amanhã, domingo. O primeiro-ministro não revela de que forma responderá perante a comissão, caso seja convocado.

Saiu recentemente uma sondagem que lhe é favorável. Aos olhos de muita gente, causa admiração como tem resistido ao fogo que sobre si incide. Não seria mais prudente sair para se defender? Tudo o que tem sido dito não afecta a sua actividade, não teme que fira a imagem que as pessoas têm de si?

Ao longo destes anos, nunca me faltou apoio do Governo, nem do meu partido, nem dos portugueses. Não encontro outra forma de reagirmos à calúnia, ao insulto e à maledicência que não seja a superioridade e até a indiferença por quem actua dessa forma. Uso a minha inteligência emocional para ignorar tanta coisa que se escreve e se diz. Lamento que alguns façam da nossa vida pública um exercício baseado na mesquinhez do ataque pessoal e que políticos e partidos pareçam ter desistido do país para se entregarem ao golpe baixo e à calúnia. Mas campanhas negras não resultam em Portugal. Quem recorre ao insulto, dispensando-se de provar o que diz, fica para sempre indignificado. Alguns políticos passaram o limite da consideração e respeito que em democracia é devido aos adversários.

Está a referir-se a membros de algum partido, especificamente?

Estou a referir-me, em particular, ao PSD. Chegam ao ponto de insultar um líder político, acusando-o de ter mentido no Parlamento, sem apresentar uma prova, um documento, um testemunho. Há quem invoque suposições. Mas quem insulta tem de fazer prova. E a prova só pode basear-se em factos, não em impressões ou em suspeitas. Temos vivido nos últimos tempos a política com base na ideia de que é preciso lançar suspeições, sem a mínima razoabilidade, com o único objectivo de atingir pessoalmente adversários.

As queixas são só contra o PSD?

Não me estou a queixar, estou a afirmar. Muitos dos outros partidos calam-se perante isto. Na Assembleia da República (AR), fui questionado por um deputado sobre se o Governo tinha conhecimento ou se deu alguma instrução para que determinado negócio entre a PT e a TVI se fizesse. Declarei que o Governo nunca foi informado, que nunca deu orientações, fosse a quem fosse, para proceder empresarialmente de um modo ou de outro. Mantenho o que disse. E todos os testemunhos conhecidos confirmam o que afirmei e desmentem em absoluto a intervenção do Governo. Todos. Mesmo assim, os partidos da Oposição insistem na tese de que não estão esclarecidos e na dúvida sobre se terei dito a verdade. É apenas uma ofensa gratuita.

Os partidos vão levar o assunto a uma comissão de inquérito.

É um acto de profunda hipocrisia política. Não pretendem apurar nada, mas manter uma suspeição e instrumentalizar a AR no ataque pessoal e político contra mim. Através da comissão de inquérito, não querem descobrir nada, porque já têm as respostas. Não andam à procura de esclarecimentos, o que querem é um palco para me atacarem.

O presidente da República disse que a prova de que os portugueses não estão esclarecidos é que foi criada a comissão de inquérito. Qual o seu comentário?

Há quem diga que não está esclarecido pela simples razão de que não quer esclarecimentos, quer é manter suspeições.

Se for convocado, aceita compare-cer ou responderá por escrito?

Eu respondo perante a grande comissão, que é o Parlamento na sua plenitude. Vou lá de 15 em 15 dias e não deixarei de responder a todas as perguntas e de criticar o comportamento de alguns. Henrique Granadeiro [presidente da PT] esclareceu na comissão de Ética que nunca informou o Governo, nem tinha de o fazer, sobre a intenção da PT de comprar a Media Capital. Zeinal Bava [presidente da Comissão Executiva da PT] explicou o racional económico do negócio. Também disse que nunca contactou nenhum membro do Governo. O mesmo afirmou Rui Pedro Soares. Ninguém melhor do que os próprios administradores sabe como as coisas se passaram. Não percebo a quem os deputados querem fazer mais perguntas. Mas a verdade é esta. Não receio nada. Não receio a publicação de nenhuma escuta. Reafirmo o que disse: o Governo nunca foi informado e nunca deu orientações a ninguém para uma acção empresarial no domínio da comunicação social.

Há dias, em entrevista televisiva, Cavaco Silva disse, cito de memória, que as reuniões com o primeiro-ministro são de trabalho. Assina de cruz?

Sim. São reuniões em que cumpro o meu dever de informar o presidente da República e em que temos conseguido abordar as principais questões nacionais e internacionais.

A questão das chamadas "escutas a Belém" e, sobretudo, a do Estatuto dos Açores, em momento algum esfriaram a relação entre os dois órgãos?

Sobre esse dossiê [das "escutas de Belém"], o PS disse tudo o que tinha a dizer, numa declaração de Pedro Silva Pereira, feita em nome do PS e de mim próprio. Disse na altura e mantenho - espero não ter de responder mais à pergunta - que estou bem consciente dos meus deveres institucionais.

Isso significa que a chamada cooperação estratégica se mantém, que a subscreve?

Subscrevo a ideia de uma cooperação institucional, porque é essa a minha leitura da Constituição. Tem sido preservada, mesmo naqueles momentos em que eu e o presidente da República pensamos de forma diferente. Isso não traz nenhum mal ao mundo. O que importa é que os portugueses saibam que entre o primeiro-ministro e o presidente da República há perfeita consciência dos deveres de cada um, respeito pelas suas esferas de competências e uma relação institucional que prestigia as duas instituições.

Onde se manifestam as diferenças?

Já notei algumas. Pensamos de forma diferente em relação ao Estatuto dos Açores - sempre achei que a nossa proposta era a melhor e era constitucional -, no que diz respeito à lei da paridade, à lei do divórcio, matéria em que a sociedade portuguesa precisava de fazer mudanças, com vista a evitar o sofrimento, numa relação que já não pode prosseguir… Pensamos de forma diferente, também, no que diz respeito à interrupção voluntária da gravidez.

Tudo temas sociais…

Sim. Dei nota dos momentos em que o presidente da República discordou das opções do Governo, ou do Partido Socialista. Mas insisto que isso não retira respeito mútuo. O mais importante é que ambos cultivamos os deveres de cooperação institucional e do respeito pela área de competências de cada órgão de soberania.

Quero confrontá-lo com uma frase proferida esta semana por Mário Soares, que mostrou algum incómodo com o que entende ser a falta de debate no partido: "O PS pode tornar-se um partido morto e ineficaz". Quer comentar?

O PS não só está vivo, como está concentrado na sua tarefa principal: responder à responsabilidade que os portugueses lhe deram de governar.

Considera, então, exagerada a análise de Mário Soares.

Não digo isso. Eu tento, na medida das minhas possibilidades, contribuir para esse debate. E respeitei sempre as diferentes sensibilidades internas, por muito minoritárias que pudessem ser. Ainda este fim-de-semana promoveremos em Braga uma convenção com o movimento Novas Fronteiras. Será uma ocasião para mostrar um PS vivo e aberto à sociedade. Tenho bem consciência da necessidade de ter o partido mobilizado e empenhado no debate público, porque está entregue a si próprio. Vemos muitas vezes uma articulação entre os partidos com o único objectivo de criticarem o Governo. Repare que a comissão de inquérito é feita com base numa coligação entre o BE e o PSD, o que diz tudo sobre o comportamento dos partidos. É uma actuação muito insólita.

Quando diz que o PS está entregue a si próprio, está a vitimizar-se, a dizer que estão postas em causa condições para governar?

Não tenho feitio para me fazer de vítima. Eu luto. Mas de cada vez que me defendo, dizem que estou a vitimizar-me. O PS tem sido objecto de ataques permanentes de todos os outros partidos. Já dei o exemplo da comissão de inquérito, que tem como objectivo o ataque político. Transpõe uma linha da maior importância na nossa vida pública. Nunca discuti o carácter dos meus adversários políticos. Quem o faz, diz tudo sobre o seu próprio carácter e sobre os meios a que está disposto a recorrer. A política do "vale tudo" prejudica a democracia.

A 24 de Junho de 2009, também disse na AR que o Estado não se envolve em negócios de uma empresa predominantemente privada. Dois dias depois, tomou a iniciativa de abortar o negócio.

Dois dias depois, expliquei que o Estado se oporia, porque não queria que ficasse a mínima suspeita de que alguém pretendia alterar linhas editoriais.

A afirmação foi interpretada como sendo o Estado a acabar o negócio. Ora, nessa altura, sabia que tinha terminado. Henrique Granadeiro informou-o na véspera.

Informou-me de tudo o que se passara e disse-me que a decisão dele ia no sentido de não avançar. E eu a 26 de Junho expliquei que o Estado se oporia para que não ficasse a mínima suspeita.

Receou que o negócio pudesse ser interpretado como "frete" ao Governo, como disse Granadeiro na comissão de Ética?

Pois. Ou como uma intervenção ilegítima do Governo no negócio, que como Zeinal Bava explicou correspondia a um interesse empresarial da PT.

O presidente da República disse que no seu tempo [de primeiro--ministro] o Governo tinha sempre conhecimento deste tipo de situações...

Eram, de facto, outros tempos. Em sete dos seus dez anos, só havia uma televisão, e era pública. Que não tinha garantias, hoje existentes, de autonomia e independência da Administração e, principalmente, da Direcção de Informação. No meu mandato, já se vendeu uma televisão - justamente a TVI, à Prisa - e fui apenas informado depois de o negócio concluído. O que desejo é que na compra e venda de televisões ninguém tenha de perguntar ao Estado se está satisfeito. Devem comunicar às instituições que regulam esse mercado, a CMVM e a ERC. É este o país em que acredito.

Ficou por esclarecer se tenciona ir à comissão de inquérito ou se vai responder por escrito.

Repito: respondo perante o Parlamento.

Está a fugir à questão. Se o chamarem vai ou não?

Não quero antecipar cenários.

Acha possível não o chamarem?

A minha resposta é esta: não há nenhuma razão para se fazer uma comissão de inquérito, a não ser para me atacar. Acusam-me de faltar à verdade. Faça a pergunta: "Pode provar o que diz"?

Supostamente, é por isso que há uma comissão de inquérito, para apurar se a suspeita corresponde ou não à verdade.

Acha que, se eu lançar uma suspeita sobre um adversário, devo fazer uma comissão de inquérito?

Não, mas deve respeitar os poderes de fiscalização da AR, de que as comissões de inquérito são instrumentos.

Não se iluda, nem me queira iludir. As perguntas foram feitas e as respostas dadas. O único objectivo, repito, é um ataque político. A quem mais querem perguntar?

Os deputados têm legitimidade para entender que tem de depor.

Pois têm. Mas você é jornalista, também pode interrogar-se sobre quem é que falta ouvir.

A minha opinião é indiferente.

Eu sei. Mas não fuja à pergunta, como há bocado me disse que fugi à sua. A quem podem perguntar que não tenha já sido ouvido?

A comissão de inquérito tem poderes judiciais, ao contrário da comissão de Ética.

Que argumento é esse? Acha que as pessoas respondem de forma diferente?

A capacidade de apurar factos é diferente. Por isso os deputados decidiram avançar para uma comissão de inquérito.

Não está a dizer o que pensa. Os deputados tomaram essa decisão com o único propósito de me atacar pessoalmente. Querem manter o clima de suspeição. Se alguém tivesse evidência de uma contradição, aceitaria. Doutra forma, a intenção é evidente.

Há uma expressão sua que ajudou a criar alguma confusão, a distinção entre conhecimento e conhecimento oficial.

Disse e mantenho que era público desde há mais de um ano que a Prisa queria vender activos, entre os quais a Media Capital. Era a isso que me referia, nada mais. A tese delirante do controlo da comunicação social pressupõe que o Governo deu orientações a alguém para agir de determinada forma. Ora isso não é verdade.

Nunca falou, durante esse período, com Rui Pedro Soares?

Já me fizeram essa pergunta dez vezes. Nunca falei com nenhum administrador da PT sobre a compra da TVI.

Disse na entrevista a Miguel Sousa Tavares, na SIC, que se alguém invocou o seu nome foi abusivamente. Não deveria, então, ter agido contra quem o fez?

Não tenho nenhuma prova disso.

Há publicação de escutas.

Escutas sobre conversas privadas não são tema político. Eu não branqueio crimes de violação do segredo de Justiça, que são crimes contra as pessoas e contra a dignidade da Justiça.

Rui Pedro Soares já lhe pediu desculpa por o ter envolvido indirectamente nesta questão?

Não tem de me pedir desculpa. O que foi cometido, com a publicação de escutas, foi um crime contra ele. Lamento não ter visto nenhum líder político condenar esse crime. Pelo contrário: vi muitos tentarem aproveitar-se desse crime para o usarem contra mim.
Leia amanhã a segunda parte da entrevista ao primeiro-ministro.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1523498

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Mensagem em Sex 9 Abr 2010 - 0:00 por roda 7

Face Oculta: Procurador explica nega ao pedido do Parlamento
00h33m
O procurador geral da República confirmou ontem, quinta-feira, que enviou "alguns documentos" aos deputados da comissão de inquérito ao envolvimento do Governo na compra da TVI que não incluem, porém, os seus despachos relativos às escutas do Face Oculta que envolvem José Sócrates, tal como o JN noticiou.

"Enviei ontem [quarta-feira] em mão alguns documentos para a Assembleia da República, disse Pinto Monteiro, acrescentando: "Os despachos das escutas não enviei. Não enviei toda a documentação que tenho pelas razões que estou farto de explicar".

Pinto Monteiro justificou que os seus despachos incluem transcrições das escutas, consideradas nulas pelo Supremo Tribunal de Justiça, para não enviar aqueles documentos ao Parlamento.

O PGR já várias vezes apresentou o mesmo motivo para não tornar público os despachos (de arquivamento) relativos a conversas de Sócrates com Vara. Os deputados Fernando Negrão e Aguiar Branco já receberam duas respostas negativas do PGR e ainda estão à espera de outras resposta ao terceiro requerimento que enviaram.

Os deputados do PSD pediram que fossem enviados todos os "despachos, certidões, documentos e informações oficiais" do processo Face Oculta. Terão acesso a vários documentos, mas estão impedidos da sua divulgação.

O presidente da comissão, Mota Amaral clarificou que a decisão de reserva não é uma arbitrariedade sua.

"Os documentos estão acessíveis aos membros da comissão, os quais estão obrigados a sigilo, de acordo com a lei dos inquéritos parlamentares. Podem e devem ser consultados e estudados. Não podem é ser divulgados e fotocopiados", advertiu.

Mais pedidos do BE

Ontem, chegaram ao Parlamento, os documentos pedidos à PT e ao Grupo Media Capital. Dos documentos pedidos só falta os dados do procurador de Aveiro, que ainda tem dez dias para enviar.

Além disso, o BE apresentou ontem mais duas solicitações, uma ainda à PT, requerendo a cópia de todos os documentos relativos à candidatura ao 5º canal de televisão. O outro pedido é à administração da Tagus Park de cópia dos documentos sobre a eventual aquisição por parte da empresa de uma participação no capital do grupo Media Capital.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1539558

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Mensagem em Sex 9 Abr 2010 - 0:01 por roda 7

Operação Furacão perto da acusação e Freeport será "rapidamente resolvido"
Ontem
Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, diz que a Operação Furacão está em fase "de ser deduzida uma acusação" e que o caso Freeport "vai ser rapidamente resolvido".

Cândida Almeida disse hoje, quinta-feira, que a chamada Operação Furacão se encontra na fase "de ser deduzida uma acusação", não adiantando prazos.

A responsável explicou que este caso é "um dossier que tem vários processos", alguns dos quais já suspensos provisoriamente após o pagamento integral por parte dos arguidos (empresas) das quantias em dívida ao Estado.

A directora do DCIAP falava aos jornalistas à margem da Conferência sobre Corrupção Participada, que decorre em Lisboa.

A 02 de Fevereiro, Cândida Almeida revelou que o Estado já tinha recuperado 81 milhões de euros ao abrigo da Operação Furacão, um mega processo relacionado com fraude fiscal e que segundo a procuradora-geral adjunta deverá permitir arrecadar um total de 280 milhões.

O processo original, que começou a ser investigado em Março de 2004 e desencadeou as primeiras buscas a 17 de Outubro de 2005, deu origem a 13 processos. Ao todo, foram já realizadas 688 buscas e constituídos 506 arguidos, disse então a procuradora.

Freeport "vai ser rapidamente resolvido"

Cândia Almeida pronunciou-se ainda sobre o caso Freeport, dizendo que "vai ser rapidamente resolvido".

"Os magistrados do processo não querem prolongar por muito mais tempo esta situação", disse Cândida Almeida, não garantindo, porém, se o desfecho será ainda este mês como anteriormente tinha anunciado.

A directora do DCIAP afirmou que uma das explicações para o arrastar desta investigação é o relatório da Polícia Judiciária, que disse ser de "extraordinária qualidade", ter milhares de páginas e "ter de ser profundamente estudado e confrontado com os outros dados" já recolhidos.

O processo investiga alegadas suspeitas de corrupção e tráfico de influências no licenciamento do centro comercial, em 2002, quando o actual primeiro-ministro, José Sócrates, era ministro do Ambiente.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1538943

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Mensagem em Sex 9 Abr 2010 - 12:06 por zula

Ainda dizem que estão a tentar acabar com o primeiro ministro ele é que quer acabar com o país.
Isto com tristeza minha não vai dar nada pois é mais que obvio que está enterrado até ao pescoço.

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Mensagem em Ter 13 Abr 2010 - 12:32 por BTBRAVO

Comissão de Inquérito sem provas contra Sócrates

Deputados da oposição já consultaram documentos enviados à comissão de inquérito. E em nenhum viram provas do envolvimento do primeiro-ministro.

O espólio documental ao dispor da comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao caso "PT/TVI/Sócrates" vai crescendo mas, até agora, segundo deputados da oposição ouvidos pelo DN, nenhum deles permite concluir preto-no-branco que o Governo (ou José Sócrates) estavam informados das intenções da PT sobre aquela estação antes de haver notícia pública do negócio (23 de Junho do ano passado).

Os únicos documentos que falam de um plano geral do Governo para controlar a comunicação social são os provenientes da investigação criminal em Aveiro ao processo Face Oculta - um da PJ, outro do MP, ambos com conclusões já publicadas na imprensa - mas esses sem as escutas onde se sustentaram e já "feridos" pelo facto de terem sido declarados improcedentes pela PGR e pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

De resto, os documentos novos foram actas de reuniões da administração da PT e actas de reuniões da Media Capital, bem como o projecto de contrato que balizaria o negócio depois vetado pelo Governo, e nenhum desses documentos, segundo as fontes do DN, dá conta que o Governo ou Sócrates tivessem sido previamente informados. Dito de outra forma: a CPI, por enquanto, não tem meios indesmentíveis que provem que Sócrates mentiu ao Parlamento quando, em 24 de Junho, garantiu que nada sabia do negócio.

Os coordenadores da comissão de inquérito reúnem-se hoje e, segundo explicou ao DN o seu presidente, Mota Amaral, estabelecer o calendário das 21 audições é um dos pontos da ordem de trabalhos. "Face às respostas que já recebemos sobre as disponibilidades das 21 personalidades que a Comissão pretende ouvir, vamos estebelecer prioridades e tentar marcar todas as audições da melhor forma possível", afirmou o presidente da CPI. Isto apesar de ainda não ter recebido resposta a todas as cartas de cortesia que enviou, nomeadamente no caso do primeiro-ministro, José Sócrates.

De entre os documentos solicitados pelo BE e pelo PCP para fazer prova no âmbito da Comissão de Inquérito, destacam-se as actas das reuniões do Conselho de Administração da Portugal Telecom realizadas em 2008 e 2009. Era nesses documentos que os deputados esperavam encontrar, preto no branco, referências às negociações entre a Prisa e a PT, bem como a indicação que o Governo teria sido informado do desenvolvimento dessa operação.
http://dn.sapo.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=1542570&seccao=Media

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Mensagem em Ter 13 Abr 2010 - 12:56 por Paxo

Provas existiam, mas como vivemos num país do "quero posso e mando" elas desapareceram porque as mandaram destruir. Ver dois juizes avaliar as escutas, descurtinando provas de corrupção, acredito mais nesses dois juizes do que no resto dos politicos...

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Mensagem em Ter 20 Abr 2010 - 1:31 por BTBRAVO

Godinho rompe silêncio e quer contar toda a verdade

Manuel Godinho quer contar tudo aos investigadores do processo, depois de ter estado seis meses remetido ao silêncio

Manuel Godinho, o principal arguido do processo "Face Oculta", quer voltar a prestar declarações ao Ministério Público (MP), e está disposto a contribuir para a descoberta da verdade. Esta mudança na estratégia de defesa apanha de surpresa os restantes arguidos acusados de usarem empresas públicas para favorecerem os negócios do empresário de Ovar.

Ao que o DN apurou, Manuel Godinho já informou o procurador da República da Comarca do Baixo Vouga, João Marques Vidal, sobre a sua intenção de romper o silêncio iniciado em Outubro, quando se recusou a responder a perguntas dos investigadores. Trata-se do maior volte-face do processo que investiga uma teia de tráfico de influências envolvendo Armando Vara, vice-presidente do Millennium bcp auto-suspenso, e vários gestores de empresas de capitais públicos. Godinho é o único que está detido.

Esta mudança de estratégia de defesa acontece quando várias empresas participadas pelo Estado já concluíram as suas auditorias internas, tendo detectado irregularidades nas relações comerciais com Manuel Godinho. A Galp foi das primeiras a terminar essas diligências, tendo, no seguimento, proposto o despedimento de dois dos arguidos do processo: Paulo Costa, director de relações institucionais do grupo, e João Tavares, responsável de armazém.

Também a Inspecção-Geral das Obras Públicas (IGOP) detectou irregularidades em concursos realizados pelo Metropolitano de Lisboa em 2002. A Inspecção-Geral das Finanças, por seu lado, detectou irregularidades nos contratos entre o empresário de Ovar e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo. A IGOP concluiu que Manuel Godinho tinha um universo de pelo menos 19 empresas para fazer negócios com o Estado. Todas estão a ser passadas a pente fino. Armando Vara já negou ter recebido dez mil euros do empresário, conforme acusa o MP Ao DN, em entrevista a 6 de Março, Godinho garantiu: "Nunca paguei a ninguém para obter favorecimentos." Mas o seu silêncio preocupa muita gente.

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1548533

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Mensagem em Ter 20 Abr 2010 - 4:37 por solrac

-Só temos o que merecemos.

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Mensagem em Qui 29 Abr 2010 - 2:16 por BTBRAVO

27 Abril 2010 - 00h30
Parlamento

Escutas desmentem Vara

Vice-presidente do BCP com funções suspensas ‘derrapou’ nas declarações sobre Moniz.



A saída de José Eduardo Moniz da TVI fez ontem Armando Vara, vice-presidente do BCP com funções suspensas e arguido no caso ‘Face Oculta’, entrar em contradição. O banqueiro teve várias versões sobre a forma como soube do afastamento do ex-director geral da TVI e contrariou as conversas que o próprio teve com vários interlocutores e que foram apanhadas na investigação .

Numa fase inicial, Vara disse aos deputados da comissão de inquérito ao negócio PT-TVI que 'várias vezes' lhe deram 'informações em concreto de que ele [Moniz] ia sair', demonstrando ter tido conhecimento prévio do afastamento. Quando lhe pediram para identificar os envolvidos, Vara recusou por não ter pedido 'autorização às pessoas'.

A atitude do vice-presidente do BCP desencadeou uma acesa guerra de palavras entre a Oposição e o PS. Retomada a audição, Vara encetou uma segunda versão, explicando que soube da saída de Moniz 'provavelmente em simultâneo'. 'Não tenho a certeza de quem me informou antes de ser tornado público', repetiu, adiantando achar ter recebido a notícia por 'SMS'. 'Tenho a certeza de uma coisa: não foi ninguém ligado ao negócio [PT-TVI]'. Pressionado uma vez mais, Vara teceu novo argumento: 'Tenho a vaga ideia de que a informação foi obtida através de fontes internas da TVI.'

Certo é que os despachos dos magistrados de Aveiro relatam uma conversa entre o banqueiro e Joaquim Oliveira, patrão da Controlinveste, a 5 de Agosto, que dá conta de que ambos souberam da contratação de Moniz pela Ongoing, cinco dias antes de ser tornada pública. Nas escutas, Vara é ainda citado a referir que a 'operação era para tomar conta da TVI e limpar o gajo [Moniz]'.

FRASES

'Não vou pôr o nome de ninguém em causa quando não tenho a certeza de quem disse.'

'Tenho uma vaga ideia de que a informação foi obtida através de fontes internas da TVI. Foi através de um SMS, provavelmente.'

'Conversas sobre o desgosto que era a informação da TVI tive--as com toda a gente e toda a gente teve com toda a gente.'

Vara sobre saída de Moniz da TVI e o fim do ‘Jornal de Sexta’.

GREVE DOS FUNCIONÁRIOS ADIA AUDIÇÕES PARA O MÊS DE MAIO

A greve de amanhã dos funcionários da Assembleia da República vai alterar o calendário de audições da Comissão de Inquérito, que hoje recebe Américo Thomati, um dos administradores do Taguspark acusados de corrupção passiva. Antes, deve ficar decidida a nova data para ouvir Pacheco de Melo, administrador financeiro da PT, assim como os dias em que Cebrián e Manuel Polanco, presidente e administrador da Prisa, respectivamente, irão depor. Com estas alterações, é garantido que as audições entrem na primeira semana de Maio, o que coloca pressão na data estabelecida para a conclusão dos trabalhos: 17 de Maio. Entretanto, na quinta-feira, são ouvidos Zeinal Bava e José Eduardo Moniz, dois dos protagonistas deste caso. n H.R.

BAIRRÃO ILIBA SOCIALISTAS

'Não foi por causa das intervenções de José Sócrates que o ‘Jornal de 6ª’ acabou', garantiu ontem Bernardo Bairrão, administrador--delegado da Media Capital (que detém a TVI), acrescentando que essa foi uma decisão da administração, que não queria que aquele espaço se tornasse 'num elemento da campanha eleitoral'. Ainda assim, admitiu que gostava que a suspensão tivesse sido discutida após as eleições legislativas. Bairrão desmentiu ainda Moniz e Moura Guedes, que afirmaram que o administrador dissera que António Vitorino tinha sido um dos responsáveis pelo fim do noticiário.

GESTÃO DO TAGUS 'SEM CONDIÇÕES'

O vice-presidente da Câmara de Oeiras, Paulo Vistas, considerou ontem que a administração do Taguspark 'não tem condições para continuar' devido 'ao clima de desconfiança' instalado.

'Depois de todas as notícias sobre a administração do Taguspark, fica um clima de desconfiança.' A reacção do autarca surgiu na reunião da assembleia municipal, após o BE ter apresentado uma proposta que pedia o afastamento da gestão do parque tecnológico. A proposta foi rejeitada, mas Paulo Vistas desabafou: 'Estou convencido de que a própria administração se vai demitir na próxima assembleia geral', agendada para 4 de Maio.

Ontem, o presidente da câmara, Isaltino Morais, afirmou ao CM que 'só depois da assembleia geral de accionistas a autarquia se vai pronunciar' sobre o caso.

AGENDA

27/04/2010

Audição de Carlos Barbosa e Américo Thomati, administrador do Taguspark.

29/04/2010

José Eduardo Moniz e Zeinal Bava, presidente da PT.

30/04/2010

Nuno Vasconcellos, pres. da Ongoing, e Henrique Granadeiro.

PORMENORES

PROCESS TAGUSPARK

O Ministério Público acusou, em meados deste mês, Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT e não executivo do Taguspark, Américo Thomati e João Carlos Silva, ambos administradores executivos do Taguspark, de corrupção passiva, na sequência da investigação ao contrato de Luís Figo com aquele parque tecnológico.

CONTRATO DE FIGO

Segundo o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), o contrato de Luís Figo com o Taguspark, no valor total de 750 mil euros por três anos, foi uma contrapartida pelo ex-jogador ter apoiado a candidatura de José Sócrates a primeiro-ministro.

PEQUENO-ALMOÇO

Luís Figo disse ao DIAP, no âmbito da investigação, que o pequeno-almoço no último dia da campanha eleitoral para as legislativas, em 25 de Setembro de 2009, foi sugerido e organizado pelo gabinete do primeiro-ministro.

REUNIÕES EM 2008

Rui Pedro Soares afirmou ao DIAP, durante o inquérito ao ‘caso Taguspark/Figo’, que 'terão existido três reuniões entre Setembro e Dezembro de 2008' sobre a hipótese de a PT comprar a TVI através do Taguspark. O Grupo Lena participou nessas reuniões.

ENTIDADE DAS CONTAS

Na sequência do processo Taguspark/TVI, o DIAP comunicou à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos a possibilidade de estar em causa o financiamento ilegal do PS.

'HISTÓRIA DA CAROCHINHA'

Manuela Ferreira Leite mantém a convicção de que José Sócrates mentiu quando afirmou desconhecer o negócio entre a PT e a TVI, considerando essa versão uma 'história da carochinha'.

'Tive a certeza absoluta de que o primeiro-ministro não estava a dizer a verdade', afirmou na Comissão de Inquérito, acrescentando que não faz 'nenhuma distinção entre conhecimento formal ou informal' do primeiro-ministro.

Numa audição marcada por um frente-a-frente entre a antiga líder do PSD e Vitalino Canas, deputado do PS, Ferreira Leite fez questão de reafirmar que Sócrates só pode ter mentido. Isto porque, se tivesse dito a verdade, não se compreende que não tivessem existido consequências. 'Não se demite nenhum administrador?', questionou, garantindo que, se estivesse no Governo, estes 'não ficariam sem qualquer tipo de consequência'.

No final da audição, Vitalino Canas disse que Ferreira Leite não tem 'qualquer facto que possa demonstrar que o primeiro-ministro tenha faltado à verdade'. O deputado do PS acrescentou ao CM que a líder do PSD mostrou 'ignorância pura sobre o funcionamento da PT'.

NOTAS

CASO: THOMATI PROCESSA

Américo Thomati, líder da comissão executiva do Taguspark, vai processar Vítor Castro, por considerar que a denúncia deste gestor do Tagus a Isaltino Morais tem dados falsos sobre o parque

PSD: AGUARDA POR ESCUTAS

As certidões sobre as escutas já foram pedidas à comarca do Baixo Vouga. O PSD quer ter acesso a resumos e transcrições das conversas telefónicas dessas certidões

SÓCRATES: ESPERA PERGUNTAS

José Sócrates disse aos jornalistas que não recebeu as perguntas a que terá de responder no âmbito da Comissão de Inquérito. A resposta do primeiro-ministro será dada por escrito
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=9B6689BE-06F6-475E-BF87-A8CB49E41CE9&channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009

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Mensagem em Sex 7 Maio 2010 - 2:31 por BTBRAVO

Face Oculta

Despachos sobre Sócrates guardados a sete chaves pelo PGR, que recusa enviá-los para Aveiro

Por Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita

Os despachos de arquivamento das certidões que continham escutas de conversas entre Armando Vara e o primeiro-ministro estão guardados na Procuradoria-geral da República (PGR) e nem sequer foram enviados para o processo Face Oculta, no DIAP de Aveiro

Segundo o SOL apurou, Pinto Monteiro recusou enviá-los e promete que assim ficarão guardados na PGR, no arquivo de documentos confidenciais, sem possibilidade de acesso de quem quer que seja.

O juiz de instrução deste processo, António Gomes, não se conforma e voltou a notificar esta semana o PGR para entregar os despachos.

A argumentação do PGR tem sido a de que não pode tornar públicos os despachos que proferiu – nem sequer dar conhecimento deles sob condição de confidencialidade, conforme pediu a comissão parlamentar de inquérito ao caso PT/TVI – pois os mesmos «contêm transcrições» das escutas do primeiro-ministro que foram declaradas nulas e mandadas destruir pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=171689&dossier=Caso%20Face%20Oculta

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Mensagem em Qui 27 Maio 2010 - 3:17 por roda 7

'Sol'
Jornalistas condenados só por publicarem escutas

José António Saraiva, Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo vão recorrer da decisão do Tribunal Cível de Lisboa que os condena a pagar mais de 400 mil euros.


O Tribunal Cível de Lisboa decidiu manter a proibição de o semanário Sol publicar "conversas ou comunicações telefónicas" em que Rui Pedro Soares tenha participado. Esta decisão surge na sequência da providência cautelar apresentada pelo ex-administrador da PT após a publicação, a 5 de Fevereiro, de resumos de escutas do processo "Face Oculta", que alegadamente referem um plano para controlo de órgãos de comunicação social com conhecimento do Governo. Uma decisão que, segundo fontes próximas do ex-quadro da telecom, implica o pagamento de mais de 400 mil euros por parte dos três jornalistas alvo da providência cautelar.

O valor, segundo apurou o DN, baseia-se no facto de a defesa de Rui Pedro Soares considerar que se registaram mais de vinte violações desde Fevereiro por parte dos jornalistas do jornal Sol notificados: o director José António Saraiva e as duas autoras dos artigos em causa, Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita.

A decisão surge no seguimento do recurso apresentado pelos três jornalistas, não abrangendo a sociedade editora do semanário, a O Sol É Essencial, que apresentou recurso directamente para o Tribunal da Relação. O DN contactou a empresa que, até ao fecho da edição, não esteve disponível para fazer o ponto da situação do recurso apresentado. Segundo conseguimos apurar, ainda não houve decisão por parte desse tribunal.

O despacho, a que o DN teve acesso, considera que, ao contrário do que pretendia o autor da providência cautelar, as transcrições das escutas publicadas pelo semanário, extraídas do processo "Face Oculta", "não respeitam à vida íntima e privada" de Rui Pedro Soares. Um aspecto de pormenor, consideram fontes próximas do ex-administrador da PT, mas que José António Saraiva destaca.

De acordo com a decisão do tribunal, o director do Sol terá de pagar dez mil euros e Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita cinco mil euros por cada infracção às provi- dências cautelares. Mas, se por parte da defesa de Rui Pedro Soares não existem dúvidas quanto ao número de violações cometidas, José António Saraiva afirmou não ter a certeza de que tenha de pagar dez mil euros por cada violação e adiantou que vão recorrer da decisão até às instâncias europeias.

Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, considera "importante que os visados recorram da decisão", destacando que "esta é uma condenação em primeira instância, o que significa que podem vir a ver reconhecida a sua razão noutra instância".

Os três jornalistas e a sociedade do semanário Sol foram ontem notificados do processo cível intentado por Rui Pedro Soares em Março. Em causa está um pedido de 400 mil euros, uma indemnização pelos salários e prémios que deixou de ganhar no resto do mandato como gestor da PT e as receitas extras ganhas pelo jornal pelo aumento de vendas de jornais e de publicidade nas edições em que o seu nome era citado nas escutas do "Face Oculta".

http://dn.sapo.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=1579306&seccao=Media

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Mensagem em Dom 30 Maio 2010 - 4:12 por BTBRAVO

«A Manela não apresenta mais o jornal» - Armando Vara
Por Ana Paula Azevedo e Susete Francisco

«A Manela não apresenta mais o jornal. Mas não digas nada». Foi assim que Sócrates soube, através de Armando Vara, da saída de Manuela Moura Guedes da apresentação do Jornal de Sexta. No entanto, à Comissão de Inquérito, o 1.º-ministro disse que só soube do facto pela comunicação social

«A Manuela não apresenta mais o jornal. Direcção demitiu-se. Mas não digas nada». Foi com este sms que Armando Vara, às 12h26 do dia 3 de Setembro de 2009, informou José Sócrates da suspensão do Jornal Nacional de 6.ª da TVI. Nas respostas à comissão parlamentar de inquérito ao caso PT/TVI, o primeiro-ministro respondeu, porém, que soube pela comunicação social.

«Quando soube que Moura Guedes deixaria de apresentar o Jornal Nacional e da decisão de suspensão do Jornal Nacional? Como obteve essas informações e quem lhas transmitiu?» – questionaram o PCP e o PSD. «Tomei conhecimento disso quando tais factos foram divulgados nos meios de comunicação social» – respondeu o primeiro-ministro.

Segundo uma pesquisa feita pelo SOL, as primeiras notícias sobre a suspensão do programa de Moura Guedes só surgiram depois das 13h daquele dia 3 de Setembro.

Na SIC, a informação surgiu às 13h11 (em nota de rodapé como informação de «Última Hora»). No SOL Online a primeira notícia foi às 13h14.

O afastamento de Manuela Moura Guedes do ecrã foi comunicado a Vara às 12h25 pelo seu amigo e empresário Joaquim Oliveira (líder do grupo Controlinveste, dono do DN/JN/TSF) que lhe pediu reserva pois a notícia ainda não era oficial. Poucos segundos depois, Vara enviou o referido sms a Sócrates.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=173977&dossier=Caso%20Face%20Oculta

Sócrates reitera o que disse à comissão de inquérito

O primeiro-ministro reitera que soube pela comunicação social sobre o afastamento de Manuela Moura Guedes do Jornal Nacional de sexta da TVI, avança a SIC

Segundo os enviados da SIC que acompanham Sócrates na visita ao Brasil, o PM reafirma tudo o que disse à Comissão de Inquérito ao Negócio PT-TVI. E não comenta a SMS recebida por Armando Vara, que o SOL revela nesta sexta-feira.

Os assessores de José Sócrates explicaram à SIC que à hora indicada em que terá sido enviado o SMS em causa, Sócrates estava incontactável (no avião oficial) depois de ter participado na inauguração da Base de Operações da Ryanair, no Porto.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=174166&dossier=Caso%20Face%20Oculta


Última edição por BTBRAVO em Dom 4 Jul 2010 - 3:38, editado 1 vez(es)

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Mensagem em Qua 23 Jun 2010 - 1:32 por BTBRAVO

Tribunal pede levantamento de imunidade parlamentar de José Sócrates

O Parlamento recebeu um pedido de autorização do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa para que o Primeiro-Ministro, José Sócrates possa ser ouvido no âmbito de um processo.


O pedido deu entrada na Comissão de Ética no passado dia 17 de Junho.

O Tribunal pede expressamente que José Sócrates seja autorizado a prestar depoimento num processo.

Tanto quanto a SIC conseguiu apurar, deverá tratar-se de um processo que envolve a jornalista Manuela Moura Guedes.

Recorde-se que a jornalista da TVI tem 2 processos pendentes contra José Sócrates, o primeiro por difamação, o segundo, na sequência da investigação do processo Face Oculta.

A Comissão ainda não analisou o pedido do TIC e deve fazê-lo nesta quarta-feira, altura em que tem reunião agendada.

http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/Imunidade+de+Socrates+levantada+para+processo+que+envolve+Moura+Guedes.htm

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Mensagem em Sab 3 Jul 2010 - 16:24 por BTBRAVO

Manuela Moura Guedes nada surpreendida com fecho de inquérito a primeiro-ministro

A jornalista Manuela Moura Guedes afirmou este sábado não ter ficado surpreendida com a decisão anunciada pelo Ministério Público de encerrar o inquérito aberto na sequência de uma queixa sua contra o primeiro-ministro.

"Quando eu soube que (o processo) ia para o Supremo (Tribunal de Justiça), e dadas outras decisões, não me surpreendeu (o encerramento do inquérito", disse a jornalista.

O Ministério Público decidiu encerrar o inquérito ao primeiro ministro, aberto na sequência de uma queixa da jornalista, por considerar que as afirmações relativas ao 'Jornal de Sexta' não constituem crime de difamação.

Manuela Moura Guedes considera "curioso que tivessem levado oito meses para nada fazer relativamente a esse processo e descobrirem que houve um erro técnico, para que depois em pouquíssimos dias, se não horas, terem decidido assim arrumar um processo".

A Procuradoria Geral da República (PGR) anunciou a 25 de junho que iria abrir um inquérito para "apuramento de responsabilidades" relativamente ao facto de o processo de difamação aberto por Manuela Moura Guedes contra o primeiro ministro ter estado oito meses parado.

Depois de a Assembleia da República considerar não ter competência para analisar o pedido de levantamento da imunidade parlamentar ao primeiro ministro, o processo foi entregue a um procurador geral adjunto do Supremo Tribunal de Justiça.

A jornalista vai agora, com o seu advogado, decidir o que irá fazer na sequência da decisão anunciada este sábado.

"Se o MP entende que não, talvez eu entenda que sim. Eu tenho encontrado algumas decisões curiosas por parte do MP", disse.

Manuela Moura Guedes referiu ainda ter achado "extraordinário" que a decisão do Ministério Público tenha sido revelada num sábado à noite.

O MP entendeu que "as expressões alusivas ao 'Jornal Nacional de Sexta' da TVI, que o denunciado proferiu na entrevista concedida ao Canal 1 da RTP e emitida em 21 de abril de 2009, não constituem o crime de difamação".

Nessa entrevista à RTP1, José Sócrates referiu-se ao 'Jornal de Sexta', apresentado por Manuela Moura Guedes, como sendo "travestido" e feito "de ódio e perseguição".

"Aquilo não é um telejornal, é uma caça ao homem", afirmou na altura.

Contactado pela Lusa, o gabinete do primeiro ministro escusou-se a prestar esclarecimentos.

http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/Manuela+Moura+Guedes+nada+surpreendida+com+fecho+de+inquerito+a+primeiro-ministro.htm

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Mensagem em Dom 4 Jul 2010 - 3:06 por o vigilante

Que pena tenho da "Nelinha"!

É no que dá quando o jogo é «sujo».

Já FILON dizia:
Se dizes o que queres vais ouvir o que não queres.

De facto esta senhorita está a precisar de um tratamento de choque.

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Mensagem em Qua 28 Jul 2010 - 4:33 por BTBRAVO

Freeport: Charles Smith e Manuel Pedro acusados
MP arquiva crime de corrupção

O Ministério Público acusa os dois promotores do Freeport, Charles Smith e Manuel Pedro, apenas da prática de crimes de tentativa de extorsão, mas a investigação continua no âmbito do crime de fraude fiscal. A procuradora Cândida Almeida decidiu pelo arquivamento dos autos relativos a corrupção activa e passiva, tráfico de influência, branqueamento de capitais e financiamento ilegal de partidos políticos.

O despacho é o reflexo da investigação realizada desde 2004. Não foi obtida prova do pagamento de ‘luvas’ a qualquer envolvido do processo. Apenas se provou que os dois homens pediram e receberam muito mais dinheiro nas contas bancárias do que os valores que declararam ao fisco. Contactado pelo CM, Charles Smith recusou comentar a acusação. Disse apenas que vai continuar a viver no Algarve. "Adoro Portugal", afirmou.

O despacho do DCIAP concluiu que as perícias urbanísticas e ambientais não detectaram irregularidades no processo de construção. A perícia financeira originou extracção de certidões para investigar os crimes de fraude fiscal.

MANUEL PEDRO ENTRE A PRAIA E IDAS AO CAFÉ

Manuel Pedro, um dos empresários contra quem foi deduzida acusação no caso Freeport, recusou ontem prestar declarações sobre a decisão do Ministério Público.

O CM foi ao encontro do responsável da Smith&Pedro, em Alcochete, onde reside a sua mãe, mas este

rejeitou responder às questões que lhe foram colocadas. Já a sua mãe, abordada na rua pelo CM, limitou--se a dizer: "Não sou nada. Não conheço ninguém". Alguns vizinhos, que recusaram identificar-se, garantem que Manuel Pedro tem passado os últimos tempos em Alcochete, entre idas à praia e ao café.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/mp-arquiva-crime-de-corrupcao

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Mensagem em Qui 29 Jul 2010 - 4:26 por BTBRAVO

Procuradores não ouviram Sócrates por falta de tempo

Os procuradores que dirigiram o caso Freeport escreveram no despacho final que só por falta de tempo ficou inviabilizada a inquirição a José Sócrates.

No excerto do despacho final, citado pelo jornal Público, os procuradores consideram que apesar de não haver qualquer proposta da Polícia Júdiciária, «importaria» ouvir o então ministro do Ambiente e o ex-Secretário de Estado.

Justificação: porque foram eles, José Sócrates e Rui Nobre Gonçalves os principais decisores políticos do processo e porque, acrescenta o texto, os nomes dos governantes foram referidos em vários documentos apreendidos e em depoimentos prestados.

Os procuradores dizem que tinham 27 perguntas para fazer a José Sócrates e dez a Rui Nobre Gonçalves.

Mas explicam que a audição ficou «inviabilizada» porque a 4 de Junho o Vice-Procurador Geral da República fixou o dia 25 de Julho como data limite para o encerramento do inquérito.

Tendo em conta este prazo e que o primeiro-ministro só pode ser ouvido com autorização do Conselho de Estado, os procuradores concluem que a audição se mostra «por ora inviabilizada».

No capítulo das diligências não concluídas, os procuradores referem também que há quatro cartas rogatórias dirigidas a autoridades judiciais estrangeiras sem resposta.
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1629640

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Mensagem em Qua 13 Out 2010 - 3:41 por BTBRAVO

PJ propõe acusação contra mais de 30 arguidos do Face Oculta

A Polícia Judiciária já concluiu a investigação do processo Face Oculta e, ontem, terça-feira, remeteu o relatório final ao Ministério Público, propondo a acusação de mais de 30 arguidos. Armando Vara deverá ser um dos visados pelo despacho de acusação, a proferir ainda este mês.

A investigação policial, liderada pelo coordenador superior Teófilo Santiago, foi conhecida em Outubro de 2009, na sequência de dezenas de buscas, em empresas de resíduos detidas pelo arguido Manuel Godinho e em sociedades de capitais públicos, como a REN e a Refer. Na altura, o processo tinha uma dúzia de arguidos, mas, agora, tem mais de três dezenas.
Segundo apurou o JN, os indícios criminais recolhidos na investigação são susceptíveis, na perspectiva da Polícia Judiciária, de conduzir à acusação de todos os arguidos. Os casos de maior impacto serão os dos ex-governantes do PS Armando Vara e José Penedos e do ex-dirigente socialista Paulo Penedos, por suspeitas de tráfico de influências ou corrupção passiva.

O procurador titular do inquérito, João Marques Vidal, do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) da Comarca do Baixo Vouga, não quis adiantar se vai proferir o despacho final ainda este mês. Mas, segundo as informações recolhidas pelo JN, será essa a sua intenção.
É que Manuel Godinho - empresário de sucata suspeito de liderar uma rede de influências que lhe garantia a adjudicação de empreitadas por empresas públicas - está em prisão preventiva desde 28 de Outubro de 2009 e esta não pode prolongar-se por mais de um ano sem que seja deduzida acusação.

PJ e MP em sintonia
Ao JN, Teófilo Santiago declarou, apenas, que o inquérito Face Oculta contou com uma "perfeita articulação" entre a PJ e o DIAP de Aveiro. Daí a grande probabilidade de o despacho de acusação vir a confirmar os indícios criminais e a proposta constantes do relatório final da PJ.
O surgimento de figuras públicas entre os suspeitos conferiu mediatismo a este processo desde a primeira hora, mas a grande controvérsia estava guardada para as certidões extraídas, com escutas que envolviam o primeiro-ministro. O DIAP preconizou a abertura de um novo inquérito, para apurar se José Sócrates atentara contra o Estado de Direito, numa alegada tentativa de controlar a TVI, mas essa proposta seria desvalorizada e inviabilizada, em Lisboa, pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça e pelo procurador-geral da República.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1684275

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Mensagem em Ter 4 Jan 2011 - 4:36 por BTBRAVO

Processo Face Oculta entra hoje em fase de instrução

A fase de instrução do processo Face Oculta começa hoje no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), depois de, em Outubro passado, o Ministério Público ter acusado 36 arguidos de corrupção, furto, burla, tráfico de influência e associação criminosa.

Dez arguidos, das 34 pessoas e duas empresas acusadas, pediram a instrução do processo, que passou de Aveiro para o TCIC, em Lisboa, devendo terminar a 21 de Fevereiro, altura em que se saberá quem vai a julgamento.

O prazo máximo da prisão preventiva do único arguido preso, Manuel Godinho, termina a 28 de Fevereiro e até lá o juiz Carlos Alexandre tem de decidir quem leva a julgamento.

Para o advogado Tiago Rodrigues Bastos, que defende o ex-ministro Armando Vara, o «calendário é apertado» para fazer tantas diligências, entre as quais constam os pedidos de audição, como testemunha, do ex-presidente da República Jorge Sampaio, que terá de pedir autorização ao Conselho de Estado antes de depor ou da deputada e ex-secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que tem que pedir autorização à Assembleia da República

Na opinião do advogado «o mais provável é que o processo regresse a Aveiro e seja julgado lá» e, na melhor das hipóteses, o julgamento poderá começar «em Maio ou Junho».

O advogado Ricardo Sá Fernandes, que defende Paulo Penedos, indiciado por tráfico de influências, espera que a instrução redunde na «anulação da acusação».

Referindo que já foram destruídas parte das escutas recolhidas durante a investigação, nas quais a acusação se baseou, Ricardo Sá Fernandes afirmou que se estas não puderem ser reconstituídas na íntegra, «é inevitável que a acusação seja anulada».

O processo Face Oculta investigou alegados casos de corrupção e outros crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel Godinho.

Diário Digital / Lusa

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=486497

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Mensagem em Seg 24 Jan 2011 - 14:54 por BTBRAVO

Justiça
Face Oculta: Sampaio atestou “alto valor e grande capacidade técnica” de José Penedos


O antigo presidente da República, Jorge Sampaio, atestou hoje no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, “o alto valor moral e a grande capacidade técnica” do arguido do processo Face Oculta José Penedos.

Jorge Sampaio, testemunha do ex-presidente da REN, disse no final da audição aos jornalistas que foi ao tribunal falar de “factos” que conhece de José Penedos, da “sua vida profissional, política e familiar”.

O ex-presidente da República admitiu ser amigo de José Penedos e atestou, segundo o próprio, a “sua competência técnica e a sua grande capacidade técnica e alto valor moral”.

Referindo que não gosta de fazer justiça pelos Media, Jorge Sampaio justificou a sua vinda ao Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), afirmando que prefere falar cara a cara para que juiz, procuradores e advogados “possam apreciar melhor a força e a sinceridade do testemunho”.

Questionado sobre o facto de José Penedos ter recebido presentes, uma das questões de que é acusado, Jorge Sampaio referiu: “Há presentes e presentes. Recebi centenas e ninguém pode dizer que influenciaram qualquer das minhas decisões”. A testemunha lembrou ainda que a maior parte dos presentes “são mera cortesia” e sublinhou que, “quem é influenciado e afectado por eles [presentes], é porque não tem capacidade moral”.

Outras das testemunhas, chamadas pelo arguido José Penedos, foi o ex-comissário europeu António Vitorino, que não prestou declarações nem à entrada, nem à saída do tribunal.

José Penedos foi acusado de dois crimes de corrupção e dois de participação económica em negócio, por casos que envolvem também o seu filho, Paulo Penedos, e negócios com o empresário da sucata Manuel José Godinho, o único dos arguidos em prisão preventiva.

O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho.

http://www.publico.pt/Sociedade/face-oculta-sampaio-atestou-alto-valor-de-jose-penedos_1476817

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Mensagem em Seg 28 Fev 2011 - 9:46 por solamente

Manuel Godinho, detido há um ano e quatro meses no âmbito do processo Face Oculta, foi hoje libertado às 10:30 do Estabelecimento Prisional de Aveiro.

À saída, Manuel Godinho acenou aos jornalistas que se encontravam frente à prisão e disse apenas que estava "contente". Já no carro, afirmou apenas: "vou para casa". Manuel José Godinho foi o único preso preventivo do processo Face Oculta e está detido há um ano e quatro meses no Estabelecimento Prisional de Aveiro.
O prazo para a prisão preventiva terminou hoje, 28 de Fevereiro, em virtude de ainda não ser conhecida a decisão instrutória, pelo que o arguido tinha de ser libertado. A defesa de Manuel Godinho entende que a prisão preventiva do sucateiro "nunca teve justificação", sublinhando que "a prisão contribuiu para o agravamento" das suas condições de saúde.
Desde o início deste processo, os advogados de Manuel Godinho pediram várias vezes a alteração da medida de coação da prisão preventiva em função das suas condições de saúde, mas o pedido foi sempre recusado, primeiro pelo juiz de instrução criminal de Aveiro, António da Costa Gomes, e, mais recentemente, pelo juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, Carlos Alexandre.
Manuel Godinho é o arguido mais incriminado no processo Face Oculta, estando acusado de 60 crimes (inicialmente estava indiciado de 30), de corrupção, associação criminosa e tráfico de influências, entre outros. O juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal revelará a 14 de Março se o caso Face Oculta irá a julgamento e quais dos arguidos serão julgados.http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1795025

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Mensagem em Seg 28 Fev 2011 - 10:11 por Moreira

JUSTIÇA À PORTUGUESA

VEJAMOS:
segundo as noticias


"Manuel Godinho é o arguido mais incriminado no processo Face Oculta, estando acusado de 60 crimes (inicialmente estava indiciado de 30), de corrupção, associação criminosa e tráfico de influências, entre outros".

Alguém consegue esplicar; então este Homem acusado de tantos crimes, incluindo o de corrupção, esteve preso até ao limite; mesmo sabendo-se do seu estado grave de saude, e, os corrompidos ondem estiveram? onde estão. Bom se fossem guardas aí sim estariam todos num belo presidio, mas como a fruta é da "boa" ainda me irão dizer quem vai ser condenado, recordam-se da casa pia, hora aí está a II parte.

Voces acreditam?


CCH_REF_MOREIRA

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Mensagem em Ter 1 Mar 2011 - 3:04 por briganicav

Realmente CCH Moreira, é estranho um individuo (que andava a fazer pela vida), que é acusado de tantos crimes de corrupção activa, ser o único detido... que já não é. Então se há corrupção tem que haver duas partes: quem corrompe e quem é corrompido. Então os segundos onde estão? Ah, já me esquecia, estão de barriga ao sol a gozar umas belas férias num qualquer paraíso tropical e fiscal, claro, esbanjando o dinheiro ganho "honestamente". Desculpem, esta última parte era para rir...

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