BRIGADA DE TRÂNSITO

PAINEL DO USUÁRIO
Convidado
Mensagens: 0


Alterar
Ver
Tópicos e mensagens

TRÂNSITO
LINKS RÁPIDOS

 



 
     
-
 
Votação

LIMITE VELOCIDADE NA AUTO ESTRADA

48% 48% [ 172 ]
52% 52% [ 185 ]

Total dos votos : 357

Navegação
 Portal
 Índice
 Membros
 Perfil
 FAQ
 Buscar
Dezembro 2017
SegTerQuaQuiSexSabDom
    123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Calendário Calendário

POSTO VIRTUAL

 




“Não fui a primeira pessoa no mundo a abraçar um polícia”

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

17092012

Mensagem 

“Não fui a primeira pessoa no mundo a abraçar um polícia”




A rapariga fotografada a abraçar um polícia em frente aos escritórios do FMI durante a manifestação de sábado não tem partido e acredita que o mundo podia viver sem dinheiro. “Queria ter um gesto de amor.”

Tem 18 anos, é de Lagos e nunca tinha ido a uma manifestação. Não acredita em partidos, nem no dinheiro — “O dinheiro só gera maus sentimentos, só gera ódios.” Adriana Xavier é o nome da jovem que no sábado saiu à rua naquele que foi o seu primeiro protesto. As câmaras dos fotógrafos apanharam-na em frente aos escritórios do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Lisboa, num ambiente de tensão. Havia manifestantes a atirar tomates. Um petardo tinha rebentado havia pouco. Adriana aproximou-se de um polícia e abraçou-o.

Essa imagem está a correr nas redes sociais e alguns até consideram que se tornou um símbolo. Publicada em vários sites internacionais, mostra a jovem, de cabelos longos, abraçada a um agente do corpo de intervenção de capacete e viseira fechada.

José Manuel Ribeiro, fotojornalista da Reuters, estava no local. “Saí da Praça José Fontana [onde começou a manifestação] e tinha decidido que ficaria junto aos escritórios do FMI porque achava que seria ali que podia acontecer alguma coisa mais grave. A certa altura vi um vulto a dirigir-se a um polícia e pensei: ‘É agora!’ Rodeei outro agente e fotografei. Não estava à espera que fosse um abraço”, conta. Enviou a imagem. Continuou a trabalhar. E só mais tarde percebeu que tinha sido destacada pela Reuters. “Quando cheguei a casa de madrugada percebi que tinha sido publicada na Nova Zelândia” e no dia seguinte viu-a nas páginas do jornal brasileiro O Globo.

“Decidi à última juntar-me à manifestação” contra as medidas de austeridade, conta, por seu lado, Adriana Xavier em entrevista telefónica ao PÚBLICO. “Estava a gostar de ver o povo unido, apesar de eu não ser de gritar. Mas é bonito ver o povo unido por uma causa.”

Quando percorria com centenas de milhares de outras pessoas a Avenida da República percebeu “que havia confusão” num certo ponto. “Soube então que estava ao pé do FMI. Aproximei-me porque tinha curiosidade. Estava só ali, a observar a reacção dos polícias porque sei que por detrás deles há muito poder e que eles são marionetas. Estão ali porque recebem dinheiro para alimentar os filhos. Às vezes vemos os polícias partir para a violência e aproximei-me porque queria perceber o que é que eles eram capazes de fazer. Porque eles também são o povo, também estão a ser prejudicados com as medidas [do Governo].”

A certa altura, fixou-se num agente em particular. “Já tinha sido lançada uma bomba de fumo”, diz. “Já tinha olhado para ele, quando ele ainda não tinha a viseira. Tinha um olhar triste. Mas tinha um olhar aberto também. Sou muito sensível nestas coisas”, conta a aluna de Artes Visuais. “Fui ter com ele e perguntei-lhe: ‘Por que é que vocês estão aqui? Para provocar alguma reacção má?’ Ele disse: ‘É o meu trabalho.’ Depois perguntei: ‘Não gostava de estar deste lado?’ E ele não respondeu. Olhou em frente.”

Adriana voltou a afastar-se, os gritos à sua volta continuavam, depois pensou: “Pensei uma, duas, três vezes. E aproximei-me dele. Acredito que se der amor, recebo amor. E foi por isso. Queria ter um gesto de amor. Queria ter uma reacção boa naquele momento, não quero ter sentimentos maus. Aproximei-me dele, abracei-o. Ele ficou estático. Depois afastou-se suavemente. Não me afastou, afastou-se.”

A aluna que só não concluiu este ano o 12.º ano por causa da disciplina de Geometria Descritiva acha que não fez nada de especial: “Não fui a primeira pessoa no mundo a abraçar um polícia. Já tinha visto outras imagens assim.” Diz que se limitou a querer passar uma mensagem de amor. “Aquela imagem é o que eu sou. Acredito que em breve vai haver uma mudança. Espiritual.”


José Manuel Ribeiro não estava à espera de receber tantos comentários por causa da fotografia que fez — uma fotografia que tem qualquer coisa de “A bela e o monstro”, com “o polícia com aquela luva grossa a agarrar naquele bracinho”. Mas garante que não é raro que isso aconteça — fixa-se uma imagem de um momento sem saber minimamente o impacto que ela vai ter quando chegar aos jornais, à Internet. Há, no entanto, excepções, e ele próprio lembra-se de uma: “Lembro-me de uma fotografia de Hugo Correia [também da Reuters], de uma jornalista da France Press a ser batida por um polícia no Chiado, na greve geral, em Março. Olhei para aquela fotografia, que mostra exactamente o contrário desta imagem, e pensei na altura: ‘Isto vai dar voltas!” Mesmo assim, deu “ainda mais voltas” do que estava à espera.Notícia corrigida às 16h38."dezenas de milhares" passou a "centenas de milhares".
Notícia actualizada às 18h48.Acrescenta declarações do fotojornalista José Manuel Ribeiro.

http://www.publico.pt/Sociedade/nao-fui-a-primeira-pessoa-no-mundo-a-abracar-um-policia-1563434?p=2


avatar
BRIOSA BT
ADJUNTO DO COMANDANTE
 ADJUNTO DO COMANDANTE

PAÍS :
MENSAGENS : 1277
LOCALIZAÇÃO : Lisboa
INSCRIÇÃO : 04/01/2010

Voltar ao Topo Ir em baixo

Compartilhar este artigo em: diggdeliciousredditstumbleuponslashdotyahoogooglelive

“Não fui a primeira pessoa no mundo a abraçar um polícia” :: Comentários

avatar

Mensagem em Ter 18 Set 2012 - 3:03 por BTBRAVO

O abraço da Adriana ao Sérgio ou a paz em tempos de cólera












  • Esta fotografia do 15 de Setembro de Lisboa correu o mundo


    José Manuel Ribeiro/Reuters



Eis a história da imagem de uma manifestante a abraçar um agente da polícia de intervenção que está a correr a web e os jornais estrangeiros

“Porque é que estão aqui?”

“Estou aqui porque é o meu trabalho.” “Mas não preferias estar connosco, deste lado?”

Tal como há imagens que valem por mil palavras, há silêncios com a mesma força. Foi o caso da não resposta do agente do corpo de intervenção à pergunta que Adriana lhe fez antes de o abraçar, numa imagem-símbolo da manifestação “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas” do passado sábado, que juntou quase um milhão de pessoas em 40 cidades contra a situação desesperante do país.

Ao contrário do que algumas pessoas têm dito em comentários à fotografia, Adriana não foi contratada por nenhuma agência de publicidade, nem tão pouco é familiar do agente que abraçou. É, sim, uma aluna de artes de 18 anos que vive em Lagos e que, por estar na capital naquele dia, decidiu participar na primeira manifestação da sua vida.

“A razão para nos manifestarmos era boa, então decidi ir. A dada altura, quando vi polícias de intervenção, aproximei-me para ver o que se passava”, conta ao telefone. Um grupo de manifestantes tinha acabado de atirar tomates à sede da troika, na Avenida da República, e havia alguma tensão no ar. Adriana, que já tinha visto fotografias simbólicas de outros protestos e manifestações, procurou um agente para abordar, até porque “os polícias têm família como nós”.

“Foi muito simples: de todos os polícias ali, ele era o que tinha a máscara de plástico levantada. Então aproximei-me e perguntei-lhe: ‘Porque é que estão aqui?’” Porquê, perguntamos. “Porque, se é uma manifestação pacífica, não vejo razão para o corpo de intervenção estar ali. Ele respondeu-me que estava a trabalhar e eu perguntei-lhe se ele não preferia estar connosco.” O silêncio caiu aí. O polícia olhou em frente, “com olhos tristes”, e Adriana afastou-se a pensar na cara infeliz e na reacção que poderia ter perante ela. Levou dez minutos a decidi-la.

O agente já tinha baixado a viseira por essa altura. Isso não a impediu de o abraçar. “Sou contra gritos e contra mandar tomates, mesmo em protestos. Desejo um mundo sem ódio. Vi que ele queria estar connosco, então passei-lhe aquela mensagem de amor e de paz.” Ele ficou “surpreendido e acabou por tentar afastar-me, mas não bruscamente. Por acaso, até gostava de saber se ele está bem. Depois de ver a imagem, fiquei preocupada que pudesse ter problemas no trabalho só porque eu o abracei”.

Sérgio não teve qualquer problema com as chefias. Através da direcção nacional da PSP, chegámos ao agente abraçado. “Ali estávamos nós, em plena Avenida da República, com aquele oceano de gente pela frente. Já tinham sido arremessados tomates, garrafas de vidro, petardos que nos rebentavam aos pés e deixavam os ouvidos a zumbir... Mas o sentimento permanecia. Apesar de haver arruaceiros, tínhamos que permanecer calmos e, apesar de estar ali como agente do Corpo de Intervenção, também sinto na pele as decisões e medidas do governo”, explicou ao i.

“O momento em que isso se manifestou”, acrescenta, “foi quando a Adriana se aproximou de mim e me perguntou porque estávamos ali. Respondi que era nossa função, que apesar de aceitar que as pessoas se manifestem, tinha que trabalhar. Ela perguntou-me então se não tinha vontade de me juntar à multidão e manifestar-me, e a minha reacção foi olhar para ela com um ar de quem assume: ‘Sim, estou convosco no sentido da manifestação e sou parte do seu sentido’ e olhei em frente para a multidão. Momentos depois ela voltou e simplesmente abraçou-me. Fiquei estático e dois segundos depois disse-lhe ‘Já chega’ e recuei ligeiramente.”

Os dois segundos foram suficientes para nascer o símbolo de que, como alguns internautas têm comentado, “o povo perdeu a paciência, mas não perdeu a calma”.

http://www.ionline.pt/mundo/abraco-da-adriana-ao-sergio-ou-paz-tempos-colera

Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar

Mensagem em Qua 19 Set 2012 - 5:51 por alemão

Isto é um verdadeiro exemplo de que os policias não são bichos, tambem são parte da sociedade, tambem sofrem como os outros sofrem, até nas alturas mais criticas,quando os cidadaõs descansam, estão em lazer, etc, somos nós os policias que asseguramos tambem o bem estar da sociedade em geral.
Tambem ando descontente, mas não me via nesta manifestação por uma simples razão"vejam o programa do Prof.Medina Carreira desta semana da TVI 24, a outra razão é antes de pensar em protestar nestes termos, retroceder um pouco e avaliar o tanto que o "Socrates foi tão nosso amigo e agora não nos vem ajudar", está-se a rir em França dos parvalhões que estão a protestar nas ruas e dos "PARVOS" que nos estão agora a ROUBAR e não fazem nada para reaver o dinheiro que era nosso e fica tudo mais uma vez assim.
Estou a ficar saturado, espero que aos poucos todos os guardas comecem a ficar saturados e depois.....!
Não somos de ferro e tambem somos desta sociedade, apesar de cada um ter a sua crença politica partidária, mas aquela menina é um exemplo, temos que começar em pensar em acabar com esta classe que nos prejudica sistematicamente. BASTA............................................

Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar

Mensagem em Qua 19 Set 2012 - 9:38 por recruta0

Boa atitude a do policia!!! Ainda vou ver o dia em que o pessoal se junta aos civis e apenas os deixa passar as barreiras para que possam partir tudo!! até gostava de ver isso.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Mensagem em Qua 19 Set 2012 - 19:12 por patrulheiro do asfalto

Eu também não me via nesta manifestação, apesar da enorme revolta que por vezes sinto e me invade a alma, em relação a tudo isto que estamos a passar.

Não me via nesta manifestação simplesmente por causa de uma coisa: Muitos dos que ali se estavam a manifestar, cada um movido pela sua causa ou razão pessoal em particular, alguns, por ter sido anunciado que em 2013 lhes iam retirar mais ou menos 30€ por mês (TSU). Sem dúvida que para muitos é muito, e bastante falta lhes faz, não ponho isso em causa.

Mas, onde é que estavam estas pessoas todas, e o que é que disseram ou fizeram, quando na apresentação do orçamento de estado para 2012, foi anunciado que os reformados e as pessoas que trabalham para o estado, nas mais variadas funções e serviços que lhes são prestados, a estes todos que se estavam a manifestar, lhes iam ser retirados os subsídios de férias e de Natal em 2012?

Nada, não fizeram nada.

Com a agravante de, como se não bastasse, alguns dizerem ainda: "é bem feito, o estado que é o patrão deles e se está falido não lhes pode pagar aguentem-se, antes a eles que a nós, eles é que são os responsáveis pela crise etc. etc."

Portanto, agora também eu lhes digo: Aguentem-se também meus amigos, que desde 2005 para cá, eu também ando a fazer o mesmo.

Em relação à queriduxa que está na foto, pode ficar descansada, porque uma coisa é certa, antes dela, muitas outras já o fizeram. Umas a policias e outras a guardas.

Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar

Mensagem em Qui 20 Set 2012 - 8:28 por THE DEVIL

Os meus parabéns ao Jornalista;
Como tantas outras fotos premiadas, esta também devia ser.

Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar

Mensagem em Ter 25 Set 2012 - 7:45 por A Morte

Aí a bébé se quiser pode abraçar-me também... tenho tomado banho... de mês em mês. Pode ser que isto pegue moda e nas proximas manifestações até podem haver beijinhos e com sorte algo mais...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Mensagem  por Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum