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08092012

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2004 foi o ano em que se consumiu mais combustível no trânsito rodoviário em Portugal. E desde esse já longínquo ano até hoje, todos os anos assistimos a quebras no consumo. A redução nos primeiros semestres (apenas temos dados do 1.º semestre do corrente ano) entre 2004 e 2010 foi de 10,13%, representando uma quebra média de 1,69% ao ano. A perspectiva já indiciava claramente um importante retrocesso no volume da circulação automóvel, pouco compatível com o contínuo aumento da construção de mais e mais quilómetros de novas estradas, e de previsões de mais aumento de volume de tráfego! Nos primeiros semestres de 2011 e 2012 as reduções do consumo de combustível aumentaram significativamente relativamente ao ano anterior (-4,17% de 2010 para 2011 e – 8,96% de 2011 para 2012). Desde há muito que devia ter sido dada muito mais atenção à manutenção e melhoria da rede rodoviária existente do que à construção de mais rede, a maioria das vezes supérflua, com enormes custos de construção e de futura manutenção. Na realidade, não se deve construir o que não se pode manter.
Desde que me lembro, em todos os anos se tem investido mais dinheiro na construção de novas estradas do que em melhorar as condições e as características das que já existiam. Julgo mesmo que seremos o único país em toda a Europa onde tal sucede. Na realidade, na generalidade dos países europeus, disponibilizar mais dinheiro para a construção do que para a conservação é uma excepção rara. Em Portugal tem sido uma constante ao longo de todos os anos. Assim, Portugal tem hoje uma rede nova com boas condições de comodidade e segurança (podia ser bastante melhor se estivesse regulamentada a obrigatoriedade de realizar Auditorias de Segurança Rodoviária aos projectos), convivendo com uma outra rede com muito poucas condições de comodidade e de segurança, onde o investimento tem sido quase nulo. Torna-se indispensável investir em toda essa rede rodoviária, grande parte da qual está dependente das Autarquias, que têm poucos meios financeiros e técnicos.
É fundamental aplicar as medidas que constavam do Plano Nacional de Prevenção Rodoviária (PNPR) e as que constam da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (ENSR), actualmente em vigor.
Para percebermos bem o que se pretende, recomendo uma rápida leitura do Objectivo IV.8 – Infra-estrutura Rodoviária Mais Segura (PNPR) e ao Objectivo Estratégico 9 – Infra-estrutura (ENSR). Está lá praticamente tudo o que era necessário fazer, e que infelizmente continua a ser necessário, porque quase nada foi feito.
Há então que aproveitar esta pausa (espero que longa) na sede de construir novo, para nos debruçarmos a trabalhar a sério no riquíssimo património rodoviário que temos, espalhado por centenas de entidades responsáveis (só autarquias são mais de 300), com vista a torná-lo eficaz do ponto de vista das condições de segurança e de comodidade que deve disponibilizar aos utentes, que são quem paga.
Nota importante – Considero fundamental a existência de uma entidade responsável pela definição das características técnicas das vias municipais, urbanas e não urbanas. Sem isso, vamos continuar a ter as mais altas percentagens de sinistralidade dentro das localidades de toda a Europa.

José Miguel Trigoso - Presidente do Conselho de Direcção da PRP

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INSCRIÇÃO : 05/02/2009

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