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MULTAS? SIM, MAS ESCOLHAM OS LOCAIS CERTOS!

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03022012

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MULTAS? SIM, MAS ESCOLHAM OS LOCAIS CERTOS!




MULTAS? SIM, MAS ESCOLHAM OS LOCAIS CERTOS!


Ao ler nos jornais nos últimos dias que as multas de trânsito rendem mais de €233 mil por dia e que em 2011 se verificou um aumento de quase 80% face a 2010, o meu olhar ficou mais atento aos conhecidos veículos da PSP nos trajectos onde uso o automóvel. Confesso que já há muitos anos que não era multado, até que há poucos meses, era uma e meia da manhã, fui autuado por excesso de velocidade numa localidade perto de minha casa em Palmela. Na altura, apesar de aborrecido pelos cento e vinte euros que paguei imediatamente e de verificar que todos os poucos automóveis que por ali passavam eram mandados parar pela mesma razão, achei que nada tinha a reclamar pelo prejuízo que estava a causar, não tanto em termos de segurança, porque não havia vivalma na rua, mas porque estava a perturbar o descanso de quem ali mora. A velocidade num automóvel é o principal factor determinante do ruído.
Ultimamente, mais atento, reparei nos famosos carros azuis presentes em Setúbal, na chamada via rápida do Jumbo, e em Lisboa, na Avenida da Cintura do Porto de Lisboa ou na Avenida Infante D. Henrique. Em todos estes casos, vias largas, duas faixas, em linha recta, e sem problemas de acidentes, mas com limite de 50 km/h, onde as fotografias do radar são tiradas de seguida. Uma amostragem como esta vale muito pouco e estou consciente disso, mas é um facto que, passando eu junto a diversas escolas, hospitais, áreas habitacionais, zonas com bastantes passadeiras, não vi nunca um controlo de velocidade próximo desses locais nas alturas mais críticas do dia. É evidente que uma infracção é sempre uma infracção, mas também me parece que o conceito de “caça à multa” com os objectivos de gerar receitas está, infelizmente, mais em moda.
Todo este discurso tem um fundamento ambiental: o ruído era a segunda maior fonte de preocupação dos portugueses de acordo com o II Inquérito Nacional sobre Ambiente, realizado em 2004, da responsabilidade do Instituto de Ciências Sociais. Observando os mapas de ruído das dezenas de municípios que já elaboraram este instrumento (sendo que se trata de um instrumento obrigatório para todos os municípios), é quase sempre o ruído do tráfego rodoviário o responsável pela ultrapassagem dos valores do indicador de ruído diário (24 horas) ou do indicador nocturno (entre as 23h e as 7h). Quase todas as medidas relativas à redução do ruído passam assim pela redução do tráfego, da velocidade dos veículos, por barreiras acústicas, mudanças de pavimento e reorganização do trânsito.
Os municípios deverão classificar as áreas de habitação, escolas e hospitais como zonas sensíveis do ponto de vista do ruído, onde os limites diário e nocturno são ainda mais exigentes (55 dBA para o limite diário e 45 dBA para a noite) que para as restantes zonas denominadas mistas (65 dBA e 55 dBA, respectivamente.
Resumindo, com ou sem necessidade exagerada de gerar receitas, é preciso uma atitude mais integrada da PSP e da GNR no sentido de fiscalizar nos locais mais importantes em termos ambientais e de segurança, sendo que em relação à segurança admito que, em muitos casos, essa seja uma preocupação. Assim, e no que ao ambiente diz respeito, todos nós poderíamos usufruir de menos ruído à custa de uma fiscalização mais eficaz, contrariando os problemas de saúde pública que são criados, onde a surdez é o elemento mais conhecido, mas onde o stress, o aumento da tensão arterial, e, no limite, uma morte precoce, se deve em muito a não conseguirmos conciliar o trânsito automóvel com a salvaguarda do nosso descanso ou de locais de trabalho ou de cuidados onde o ruído tem de ser minimizado.

Francisco Ferreira, Vice-Presidente da Quercus

http://www.automotor.xl.pt/Notícias/DetalheNoticia/tabid/118/itemId/10483/Default.aspx


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MULTAS? SIM, MAS ESCOLHAM OS LOCAIS CERTOS! :: Comentários

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Mensagem em Sex 3 Fev 2012 - 15:39 por josé patilhas

Mais um que não gostou de ser autuado! Ao que ganha à conta do erário público bem pode pagar uma multasita de vez em quando.

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